O limite da compreensão.

O post de hoje não tem ligação alguma com qualquer outro que já fiz, ou pensei em fazer aqui no blog. Aviso também que ele será mais reflexivo. Arrisco até em dizer, será uma conversa sobre o assunto em questão.

Alguns eventos, que acontecem no decorrer dos nossos dias, tem a capacidade de nos deixar muito irritados. E eu, particularmente, sou do tipo que deixa essas coisas passarem, pra não arrumar confusão maior. Isso é errado? Bom, segundo meu namorado sim, e sou obrigada a concordar. Não sei se vocês sabem, mas a sobrecarga, seja de informação, ou emoção, pode deixar qualquer um louco.

O ser humano, até o mais frio da espécie, é movido por emoções. Se eu sinto que devo agir de certa forma, então assim eu ajo. Se eu me magoei com alguma coisa, passarei a agir com mágoa, porque como é visível, não sou de ferro. Nesse momento virão especialistas comentar sobre o que eu acabei de dizer (ok, pretensão minha :)), mas por garantia vai o aviso, não leve tudo ao pé da letra, amigo.
Mas o x da questão que eu quero chegar é, até que ponto, nós, seres humanos, nos impactamos com o que outro ser, teoricamente capaz de sua mente, diz ou faz conosco.
Pra iniciar a conversa, cito uma simples publicação que vi no facebook hoje mais cedo. Nela dizia ‘O desrespeito virtual pode causar danos reais’. Nos comentários, uma cidadã, que não citarei o nome, por motivos óbvios, relata ter passado por uma situação de assedio sexual, por parte de um amigo seu, via sms.

Aparentemente, o rapaz se sentiu encorajado -e no direito-, de enviar mensagens com conotação sexual para ela. Assim, sem qualquer liberdade para tal. Evidentemente, ela reclamou com o rapaz, e ele a respondeu de que forma? ‘Vocês mulheres são obrigadas a aceitar essas coisas’, como quem diz: ‘Estou te fazendo um favor’.

(E não, antes que o tema caia para o machismo x feminismo, quero deixar uma coisa bem clara aos defensores de qualquer um dos “lados”, -e que me perdoem os que estão lendo, e que tem o senso do ridículo instalado em si-, aconselho que procurem tratamento médico, pois essa seleção de quem merece mais, que existe em vossos cérebros, não deveria estar ai.)

Continuando… Iniciei o assunto com a exemplificação dessa situação, pois vejo isso acontecendo comumente nos dias de hoje (lembrando que não só com conotação sexual). Desde que a internet viralizou, pudemos notar a criação de um novo tipo de usuário; o espalhador de opinião. Mas não se apressem, já sabemos que essa espécie separa-se em dois gêneros. Um deles é composto por compartilhadores de informações, comentam de forma civilizada, aprendem com o coleguinha, e blábláblá. O segundo já não é tão bem visto assim. Sabe, aquela criatura que dissemina críticas aos leitores, e comentaristas?  Pois é, estou falando dessa ai. E eu aposto que já cruzou com uma desse tipo enquanto visualizava uma publicação. ‘Ah Jamile, mas você tem problema com eles?’ Sim, é obvio que tenho, e por uma unica razão; NINGUÉM É PERFEITO CARA. *Olha só eu divulgando novidades no blog.*

‘Jamile, mas você não está falando mal deles agora?’ Sim, estou, mas por uma razão e já entrarei nela, e ai vocês entenderão.

Vocês lembram/ou estão passando, pela época da escola? Aquela, que é cruel, e gostosa ao mesmo tempo. Pois bem, a minoria das crianças que passam por esse período, passa de forma sadia, com felicidade, birra por acordar cedo, ou por ficar no calor dentro da sala, e o que mais quiser incluir aqui. Essas são as crianças que não sofrem bullying. E por que? Simples, elas não ligam quando as zoam. Aposto que lembram desse ai, normalmente o bonitinho, ou bonitinha, da escola, que quando recebe uma critica dá uma risada, e manda de volta o comentário. Sim, eu sei que se lembrou.
Infelizmente, a maioria das crianças não é assim. A maioria delas sofre, e mesmo que em silêncio, com os comentários que recebe; e isso não é novidade para ninguém.

Ai eu pergunto, então por que fazem isso? Como a gente sabe, criança não aprende nada sozinha, eles se espelham em alguém. Então ao dizer isso, subentende-se que a culpa é dos pais dessa criatura disseminadora do ódio que a afasta do caminho da luz. Salvo as exceções, é claro. Não é porque meu filho virou ladrão que foi eu quem ensinou essa prática a ele, mas dá pra notar uma ausência de instrução ai, não é? (Talvez nesse momento venham as tias dizendo ‘Isso é culpa da internet, dos joguinhos violentos no videogame. A culpa é da mãe dessa criança que não deixou ela pra sair de casa pra brincar de pipa na rua’. E ai eu digo o seguinte pra essas senhoras: nunca fui de brincar na rua, já que 90% da minha vida eu morei no centro da cidade. E que consequentemente minha diversão era jogar videogame, assistir televisão e utilizar a maravilhosa máquina que conhecemos hoje como computador. Ok, desculpa, o baque foi forte, não é? Juro, não queria quebrar a teoria que a senhora demorou seus longos anos de vida pra formar, mas agora já foi. Eu nunca roubei, nunca matei, não saio pra pegar os gatinhos na night, não caçoo dos coleguinhas, não brinco de dar headshot em quem está passando na rua, por diversão e muito menos dirijo na contra-mão -já que nem dirijo ainda-. Portanto, vamos parar com essa de a culpa é dos videogames. Já que até onde eu sei, a senhora provavelmente era zoada, ou zoava alguém na escola, lá na sua época).

O cyberbullying é um termo mais recente ainda que o bullying, e acreditem, é ainda mais devastador.
Acho engraçado como todo mundo, de repente, vira galinho de briga na internet. Xinga a mãe do cara, a irmã do cara, a avó do cara, e se duvidar até o peixe, que ele nem tem. E pra que isso? Vai saber né. Temos até hoje quem se sinta superior aos nossos semelhantes, a ponto de separá-los em negros, gays, cristãos (mais calma, separa mais, são os católicos, e os evangélicos) gordos, ateus, héteros, magrelos, velhos, voltamos ao crentes, pobre, rico, e por ai vai… Nós sabemos que rótulo é o que quase mais existe na sociedade como um todo.

Eu sei que já disse isso, mas vou repetir. O x da questão é: magoa cara. E a culpa de ter pessoas se jogando de prédios, matando os pais, espancando gente na rua, infelizes em suas vidas, e etc, é sua.

Eu termino por aqui. Não sei se consegui demonstrar minha indignação com o que acontece na internet, e fora dela. Vale citar, com relação à frase do início, não é porque o fato aconteceu na internet, que ele não vai pra fora dela. Atrás das palavras digitadas, existe alguém com o pensamento escroto que foi compartilhado. Se você é um babaca na rede, sinto te informar, mas você é um babaca fora dela.

A ideia de passar esse pensamento a diante, se possível, é conscientizar as pessoas de que não precisamos disseminar o ódio por ai. Somos seres humanos, somos iguais, e devemos nos respeitar como seres racionais que somos.

Um viva a HUMANIDADE. Um vida as DIFERENÇAS.

Notas: 
1- O crédito da publicação citada é da página Negahamburger no Facebook.
2- Não excluí as demais religiões, ok, apenas dei enfase nas que são mais envolvidas em discussões.

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