Afinal, o que nós queremos?

 

Vamos blogar em conjunto? Então vamos!

As blogagens coletivas são sempre com temas mais pessoais, e eu AMO isso.Gosto muito de falar sobre as coisas que experimentei e gostei, mas deixar um pedacinho nosso, da nossa vida, é muito especial e nada se compara a isso. E é por esse e outros motivos que adaptei o tema para a minha vida, com o pouco que já aconteceu comigo. Hoje é o dia internacional da mulher, então veio super a calhar. Afinal, o que nós mulheres queremos? Seria clichê demais iniciar a postagem dizendo que em parte do tempo, nem mesmo nós sabemos? Talvez sim, mas dessa vez, nós sabemos bem o que queremos.

Quando eu era um toco de gente, minha mãe sempre priorizou o conforto. Me vestia sempre com short jeans, pra poder sentar a vontade sem passar calor, blusas com alça, para não ficarem caindo no meio do trajeto. Sem falar nos sapatinhos mais fechados para não machucar o pé. Com essa escolha, minha mãe perdeu as contas de quantos conselhos ouviu. E isso é um fato da vida, quando mãe de primeira viagem, a mulher ouve conselho até do tio-avô da vizinha da irmã mais velha que não vê há 10 anos. Então desde bem pequena já estimei poder decidir pelos meus filhos quando eu os tiver – junto com o pai delas, caso seja a situação.

Sabe quando aquela tia distante vem até a sua casa, ou você à dela, e a primeira pergunta é sobre o vestido que você não está vestindo, ao invés da calça jeans rasgada no joelho? Pois é, tem essa também. Quis desde sempre poder escolher minhas roupas, e até hoje, graças a autonomia que minha mãe me deu, uso a extravagância que eu quiser, ou o conforto que eu quiser, e ninguém tem nada com isso. Até porque, quem paga por elas é o salário que ganho com o meu trabalho.

Sem mencionar o fato de meu vídeo game ser masculino demais pra mim. E eu não tenho duvidas da máxima violência que o Mario Bros incentiva todos os dias; rapazinho violento… Tenho que concordar com a opinião da titia dessa vez 😉 Ou não.

Quando comecei a trabalhar, tive que me adaptar, fingir que não era coagida todos os dias ao ter que mandar um SMS para meu colega de trabalho, para que ficasse observando eu descer a rua, para o caso de ser abordada novamente por um tarado desconhecido.

Por mais que umas soframos mais do que as outras, em épocas diferentes, e em dias diferentes, conhecemos exatamente a sensação que a outra está falando. O coração bater irregularmente grande parte do tempo. Aprender a andar mais rápido, mas sem correr porque seria pior. Pensar duas ou três vezes antes de pisar fora de casa com a roupa que escolheu. Ser excluída do grupo de CS no curso técnico, porque garotas não tem reflexo tão bom pra isso. Não ficar após a aula para tirar dúvida com o professor, pra não ir pra casa após o movimento da rua diminuir. Escolher a dedo um lugar para sentar no ônibus, e acabar ficando de pé. Enfim, são inúmeras as situações.

É com certeza isso que eu quero! Quero para hoje, e para todos os dias. Quero que essas sensações não estejam presentes, quero poder viver sem pensar em cada passo que eu irei dar. Quero poder viver assim como você, que grita aos quatro ventos que mulher não sofre pelo seu sexo, pelo fato de simplesmente não conhecer esses sentimentos, ou por ser convencida de que não passa por isso.

Já dizia o Filipe Catto em seus singelos versos: essa nega de noite, quando deita na cama, dorme tranquila, pois não teme a ninguém. E é assim que nós queremos poder dormir.

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