Recomendo: A Guardiã de Muiraquitãs – Gustavo Rosseb

A criatividade exige a coragem de deixar as certezas de lado.
– Erich Froom

Perdida pela Saraiva enquanto um encontro de fãs não iniciava, me deparei com um livro que me chamou muito atenção. A Guardiã de Muiraquitãs é uma ficção juvenil, do autor Gustavo Rosseb, que explora com muita criatividade um universo que já conhecemos desde pequenos – ao menos as gerações anteriores a 2000 -.

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Falando da edição, a ilustração da capa foi feita pela Carolina Mylius, e ficou incrível. É instigante, remete a aventura, e me deixou com vontade de abrir o livro e dar uma lida no conteúdo; conhecer a história transfigurada naquela capa.

Com relação a diagramação, o básico é o que me agrada, e a editora Jangada acertou em cheio; fonte em tamanho perfeito e revisão sem erros de linguagem. Enfim, um ótimo trabalho de todos os envolvidos.

A Guardiã de Muiraquitãs é a segunda edição de uma trilogia, e acho importante citar que eu não li o primeiro livro, O Oitavo Vilarejo. Apesar disso, não me senti perdida em momento algum. Todos os detalhes estão ali, e mesmo quando situações do primeiro livro são citadas, há informação suficiente para você aproveitar a história, sem pensar no que pode ter ocorrido pra chegar até ali.

As aventuras de Tibor Lobato – nome dado a trilogia -, conta a história dos irmãos Lobato, Tibor e Sátir, que vivem com sua avó num Sítio localizado na Vila do Meio. Durante praticamente o ano todo, a vida segue normalmente. Mas quando é chegado o período da quaresma, coisas inimagináveis começam a acontecer. Isso porque, os seres fantásticos ganham seus poderes, e tudo começa a sair do controle.

“Sejam bem-vindos ao meu mundo”
Tibor e Rurique olharam para o lado e viram uma mulher pairando no ar. Tinha a pele bem morena e seus cabelos, trançados em dread, como um emaranhado de cordas, esvoaçavam levemente, acompanhando a oscilação da água. Ela usava vários colares e penduricalhos no pescoço. Mas o que os assustou mesmo foi verem que, da cintura para baixo, a moça não tinha pernas e sim rabo de peixe de escamas negras, com mais de dois metros. As escamas brilhavam à medida que se mexiam, no mesmo compasso das plantas ao redor.”

No inicio eu trouxe uma frase do Erich Froom, que a meu ver define o trabalho do Gustavo. Ele pegou algo totalmente já criado, que é o folclore brasileiro, e readaptou completamente. O pouco que conheço dessas fantasias veio do Sítio do Pica Pau Amarelo, e sem dúvida lá a fantasia é infantil, bem lúdica. O que já não é presente nesse livro. Os personagens foram bem aproveitados, ainda de forma fantasiosa, mas explorando mais o suspense, o terror e a parte humana/real desses personagens.

Em dada parte do segundo volume, Sátir desaparece do sítio, e enquanto os adultos a buscam imaginando que ela tenha fugido, Tibor tem a certeza de que a irmã foi raptada. É ai então que ele e Rurique saem em meio a quaresma para procurar a menina, e vivem inúmeras aventuras.

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É um livro bem escrito e com descrições detalhadas. Dá pra imaginar os personagens correndo em meio aos lugares, fadigando de tanto cansaço, sabe?! Pra quem gosta de livros de fantasia, é uma boa pedida, pois te coloca realmente na história.

Não deixe de contar suas impressões do livro, caso leia ou já tenha lido, pois eu vou adorar saber 🙂

Um beijo e até a próxima.

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