O enigma do abraço

“Um dos melhores sentimentos do mundo é quando você abraça alguém que ama, e ela lhe abraça ainda mais apertado”.

– Autor desconhecido

donblackwell

Existem algumas formas de se definir um abraço, e talvez a mais conhecida delas, seja a citada por Cazuza: “abraço é o encontro de dois corações”. Mas ainda há quem diga que um abraço é traiçoeiro, porque você não vê a face da pessoa enquanto está em seus braços.

Vagando pelo Instagram vi umas fotos postadas pela Lora Zombie, uma artista plástica de gama bem fiel e participativa de fãs. Sua arte é bem atual, e mesmo que feita com cores bem vibrantes, contém mensagens bem pesadas. De certa forma, como é dito pelos fãs, suas telas transparecem a forma como eles têm se sentido, as opiniões que têm, e o que visualizam da nossa sociedade.

Essa integração com o artista faz com que se torne parte de seu ciclo de relacionamentos, no entanto, você se quer o conhece. Essa conexão faz com que quando tenha a possibilidade de o encontrar, algo singular surja… gratidão, admiração, e também muito amor, por mais que ambos os lados nem se conheçam em físico e/ou tenham trocado uma palavra antes desse evento. E isso ocorre com constância com a Lora, que por ter uma arte tão direcionada, entrou na vida de muitas pessoas. E nossa, como a troca de energia entre eles é intensa. Olhando para as fotos, dá pra sentir a vibração.

Com esses cliques parei pra pensar no significado de um abraço, e porque para uns, ele é tão intenso, enquanto para outros é somente um gesto comum, parte do protocolo de socialização…

Durante essa reflexão lembrei de tantas e tantas pessoas que não tenho mais por perto, e que gostaria de abraçar, sentir o peso dos braços da pessoa naquele momento. E foi assim, sem uma definição em palavras, que saltou na minha frente o que esse gesto significa; ele é a manifestação física do amor. Você mostrar, por aquele momento, que sente falta, que está ali pra dividir o peso que essa pessoa carrega todos os dias. Um abraço é isso, sem nada mais, sem complexidade. É só amar, que essa conexão surgirá naturalmente.

Com isso, pergunto a você, tens abraçado com a intensidade certa? Tens mostrado a importância que essa pessoa tem pra ti, através desse abraço?

 

* Fotos retiradas de: Lora Zombie

Postagem coletiva – Abril/2017

“Meu maior ato de coragem”… Esse foi o tema sugerido para a postagem coletiva desse mês.

Não preciso mencionar a quantidade de coisas que brotaram na minha cabeça ao ouvir essa frase, até porque, imagino que na sua tenha surgido até mais situações que na minha. Sim, são muitos os atos de coragem que tomamos no decorrer na vida; alguns são bem evidentes, mas outros certamente passam despercebidos, e são esses que geralmente mais refletem em quem somos.

Sempre fui, e nisso entendam que há uma idade mínima a qual varia de pessoa para pessoa, do grupo de pessoas que não se interessa por ninguém, que por mais que o outro lado tente, não consegue gostar, quem dirá amar. E claro, sentia que era assim, mas não tinha um pingo de vontade de mudar, até que finalmente mudei.

Esse poema é parte do que escrevi para a pessoa na época, e significou muito pra mim. Nele não só escrevi todo esse ato de coragem juvenil que vivi, bem como também precisei de muita coragem para entregá-lo a pessoa. Mas hoje, bem com tudo isso, compartilho ele com vocês – em especial ao pessoal do Vai um Café? -, que são pessoas a quem tenho muito carinho, e com certeza fazem parte dessa caminhada de descobertas que tenho tilhado.

Como pode ser tão difícil?
Não é apenas confiar?
Poder aceitar alguém ao seu lado,
nem que seja por pouco tempo.
Difícil demais pra ela.

Teve medo.
Medo de cair, esbarrar.
Machucar qualquer parte que fosse.
Mais do que isso,
machucar por dentro.

Machucou.
Pena que não a ela.
Como consegue? Ouviu dizerem.
Ah, se soubesse como.
Como consegue desejar a distância? Ouviu dizerem.
Quem dera já soubesse.

Mas o que será isso?
Já começa a incomodar.
Enfim ele está próximo.
Mas quem é ele?

Há tanta verdade.
Tanto desejo de estar perto.
Já o vê brilhar.
Só existe a ele.
Mas não conhece suas palavras,
Talvez ele não exista.
Quem será ele?

Arriscar? Para que se perder?
Melhor se afastar,
correr antes que seja tarde.
Mas tarde já é.
Agora o tem.
O tem em desejo.
Mas quem sabe um dia mais que isso.

Pediu.
Ainda mais, implorou.
A angústia do não saber.
Onde estará você?

Já não o tem.
Resta apenas a mágoa.
Aquela do que nunca aconteceu.
Do que nunca lhe pertenceu.

Mas ele voltou,
para ela, pra perto.

Arriscar? Quem ainda liga?
Mas que isso, conseguir.
Estar com quem se precisa.
Não. Mais que isso.
Ai está ele. O precisar.

Acordou do sono eterno.
Consegue vê-lo.
Desejar algo que já tem.
Dessa vez o tem.
Não se sabe até quando.
Mas espera que por muito tempo.
Quem sabe todo o tempo.
Todo o tempo de confiança que consigam ter.
Afinal, nada menos que isso.
Confiar.
Por fim consegue, já pode amar.

img_0241

 

Como tenho me visto

“Maquiagem cê não usa pra agrada os outros ce usa pra se sentir mais poderosa mais mulherão fazer carão e lacrar chegar no samba no role”. Twitter @Namorou

Poucas coisas TÊM de estar presentes em uma pessoa. Grande parte do que somos é uma escolha, mas essa coisinha em especifico é obrigatória, e apesar de muita gente não ter resquicio disso em si, é somente nós mesmos que podemos conquistá-la. Essa coisinha é a autoestima. 
Por definição, autoestima é o “apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios actos e pensamentos”. 

Pode parecer simples, afinal como alguém pode não valorizar-se, não se auto apreciar. Pois bem, é esse quadro, praticamente inacreditavel, que encontramos ao conversar com muitas pessoas, pessoas que não dão-se o devido valor, que se vêm inferiores aos seus próximos, e que por muito, se perdem entre o que são, e o que os outros querem que ela seja.


Quem me conhece sabe que sou da vibe “eu me amo”, olho para frente acima de tudo, e é difíci me atingir com comentários sobre mim, mas nem sempre fui assim.

Sabe aquela história de se mostrar forte? Costumava agir pensando isso, que precisava me mostrar forte, mesmo não estando. E não é fácil você sair desse quadro porque você acaba realmente acreditando estar bem, quando na verdade, só aumenta sua fragilidade.

Me gratifica muito o fato de hoje me sentir assim em verdade, me vendo como eu sou, e não como quero que me vejam. Sinto mais vontade de sair, de ver gente, de cuidar de mim… Enfim, amar e cuidar de mim.

É extremamente fundamental entendermos a importância disso, e nos valorizarmos ao máximo pelo que somos.

familia

Não saímos de fabrica sabendo amar ou pedir o que queremos. Tão pouco sabendo do que isso se trata. Mas poucos instantes após ver o mundo pela primeira vez, começamos a aprender essas e outras coisas, que podemos dizer serem primárias ao ser humano; serem de nossa natureza.

Logo em seguida, nos deparamos com o rosto de uma das pessoas mais importantes em nossa jornada, e que naturalmente, se tornará nosso primeiro amor.

Minha infância foi rodeada de pessoas; só dentro de casa éramos sempre em mais de dez. Não me recordo muito dessa época, confesso, mas o sentimento que me trouxe aqui hoje, me qualifica a dizer o pouco que me lembro.

Mamis linda não contou com o apoio do namorado quando me teve, tão pouco quando teve minha irmã. Conhecemos infinitas histórias de finais infelizes quando iniciados dessa forma, mas no nosso caso, houve um fator determinante pra que o final fosse outro; a família.

Eramos cuidadas por nossa avó materna enquanto minha mãe voltava a rotina do trabalho; eramos mimadas por nossos tios; acolhidas por nossos primos; e extremamente colocadas embaixo das asas do nosso avô que, durante sua jornada nesse mundo, foi nosso pai.

Mesmo sem sabermos da historia que nos pôs como filhas de uma mãe solteira, nunca nos questionamos quanto a isso. Sabe aquela conhecida história de “por que ele não me quis?”, isso nunca passou por nossas cabeças, e fomos plenamente felizes.

Após a partida de nosso avô as mudanças foram evidentes na rotina da casa, o ânimo não foi o mesmo por anos, e as festas de família nunca mais estiveram completas. Mas com o passar do tempo, isso nos uniu mais.

A fase da aborrescência não foi fácil, reclamávamos sim, e até ficávamos com raiva as vezes, mas o sentimento de gratidão e amor por cada um deles sempre se manteve. Perdemos as contas de quantas mães felicitávamos no dia das mães; elas eram, e ainda são muitas. Todas guerreiras que ergueram a cabeça e foram a diante.

Juntos nos ensinaram a amar um ao outro, a estender a mão quando o outro precisa, a não negar a ajuda – ou a emprestada de roupa -, mesmo quando brigados. Já fiquei meses sem falar com uma de minhas tias, e até uma semana sem falar com a minha irmã, e mesmo situações como essas posso dizer que serviram para aumentar ainda mais o sentimento que construímos ao longo desses anos.

Sei que devido o prazo de validade do corpo eles não durarão para sempre, mas tenho certeza que enquanto aqui estiverem, cada um deles e a cada uma delas me apoiará como se eu ainda fosse uma criança aprendendo a andar.

A emoção de uma tia saída do forno

Durante a gravidez, todos os mimos recebidos são transformados em energia positiva para ser aproveitada após o nascimento do bebê

– Autor desconhecido

Falando por mim mesma, é difícil entender uma gravidez quando acompanhada de longe. E quando digo de longe, refiro-me àquela que não é sua de alguma forma, seja mãe, pai, avós, tios, irmãos, amigos próximos, e etc., ou quando você não passou por àquela situação alguma vez na sua vida. Por mais que tentemos, não sentimos plenamente o que ela é.

Isso aconteceu comigo há alguns anos atrás, com o nascimento da minha prima. Acho que a palavra que busco pra descrever é ‘comum’; não senti nada especial naquele momento. Claro, a amo desde que a vi – apesar das chatices normais que vêm aparecendo com os anos -, mas nunca foi algo tão sensível pra mim.

Em Agosto foi o batismo católico do filho de um amigo muito querido, que já vivenciou inúmeros momentos com a minha família; é parte de nós, assim como sua namorada e agora filho.

Essa gravidez muito esperada não foi planejada, e sim, assustou tanto os futuros pais, quanto a quem ficou sabendo, mas o amor começou a crescer desde àquele momento. Nos empolgamos juntos ao saber que era um menino, e nos angustiamos ao vê-lo em um momento tão frágil no nascimento. As dificuldades existiram, mas estando forte e saudável, foi novamente vez de nos unirmos, e nos comprometermos em olhar por ele.

Há poucos meses mal conseguíamos ver seus olhos, de tanto que dormia. Ao pegá-lo no colo, eu ficava toda sem jeito, com medo de derrubar, mas não querendo deixá-lo de jeito nenhum. Me sentindo um pouco mais experiente, poderia ficar o dia todo grudada e sentindo seu cheirinho de bebê – que compartilhamos por sinal kkkkk -. Enfim, é uma vida se transformando diante dos meus olhos.

Que venham muitos meses, anos e décadas pra esse menininho, e que eu possa sempre estar por perto, para enchê-lo de carinho e amor.

Para uma parte de mim ❤

BEDA #2 – A magia do ser humano

Blogue
Substantivo masculino: página pessoal, atualizada periodicamente, em que os usuários podem trocar experiências, comentários etc., relacionados com uma determinada área de interesse.

Olá viajantes!

Circulando pelo Instagram vi uma imagem tão linda, mas tão linda, que deu até lágrimas nos olhos. Quem é fã de alguma coisa conhece essa sensação; pode se passar anos da última vez que idolatrou algo/alguém, que ao rever irá se arrepiar, e a emoção irá rolar solta.

A imagem citada é composta por um grupo de amigas, que em um bosque magicamente lindo, digno de ser comparado a floresta negra, usaram velas de aniversário – daquelas que parecem fogos de artificio -, para simular suas varinhas e as apontaram pra cima. Foi basicamente um tributo a cena em que os alunos e professores encontram Dumbledore morto ao cair da torre de astronomia. Beeeem isso ;(

enhanced-28122-1452777010-24

Foi inconsciente me lembrar de um encontro de fãs de HP que fui recentemente numa livraria daqui. Mais do que nos encontrarmos para falar das novidades, nos unimos para sentir o amor de cada um tem por personagens/lugares/coisas relacionadas à essa história. Foi como estar junto de mim mesma, uma pessoa encantada por um universo que no dia a dia quase não fala sobre, pois não tem quem se identifique no mesmo grau.

Ainda no mesmo segmento, tem diversos grupos voltados a toda uma cultura que nem sempre seus amigos se identificam. Essa magia que une as pessoas é puro amor, e me remete quase que instantaneamente ao projeto Vai um Café?.

O BEDA é um desafio grande pra todos os membros. Cada um com um trabalho paralelo ao blog, com atividades fixas a realizar, e somar um post por dia pode gerar um desespero gigantesco – sim, estou falando por mim kkkkkk-. Mas em cada um dos integrantes do grupo encontramos disposição e vontade de participar, mostrar que estamos juntos por um ideal, que é apoiar um ao outro.

Esse post foi reescrito com três ramificações diferentes, mas por fim, não poderia não justificar o assunto escolhido sem usar como representação esse grupo do qual faço parte. Concluí por fim, depois de duas horas rascunhando sobre, que a magia da vida no final das contas está nas pessoas. Seja na interpretação que elas tem da vida, seja no comportamento delas, ou no companheirismo que elas transmitem umas as outras.

SEJA A DIFERENÇA NESSA BLOGOSFERA

13876501_10209436672735998_8933851372080744167_n

BEDA do Projeto Vai um Café também em outros blogs. Clique no banner e acesse.

Somos todos maternos

Pode secar-se, num coração de mulher, a seiva de todos os amores; nunca se extinguirá a do amor materno.

Júlio Dantas

Oi oi pessoal! Vamos falar sobre amor maternal?

Amanhã é dia das mães, mas começamos a pensar sobre essa data desde a última quinzena de Abril, não é mesmo? O bombardeio de propagandas e conversas sobre o tema me fizeram refletir bastante sobre a maternidade, e o que ela implica; como torna-se presente.

É inevitável estar rodeada por grávidas, e não compartilhar do amor e do desejo por ver o rostinho do bebê. Todos ficam grávidos juntos, e ao menos eu me pego sorrindo a toa, pensando nos momentos lindos que estão acontecendo, e os que ainda virão ❤ Orgulho por uma maternidade que nem ao menos é minha. Foi então que defini que não queria simplesmente falar de maternidade para mães, mas também por tios, irmãos, amigos, companheiros, e por ai vai. Perceberão o que quero dizer com o passar do tempo, eu espero 😛

Definem mãe como a mulher que dá vida e luz a um individuo. No entanto, diz-se também que mãe é a pessoa que expressa amor incondicional a outrem. Sou adepta da segunda definição, pois é mais ampla, não nega a uma pessoa o amor de mãe, simplesmente pelo fato de não ter dado a luz. 😉

Pense por alguns instantes sobre os casos de bebês deixados em orfanatos, sobre os literalmente abandonados nas ruas, e também sobre os assassinados cruelmente. Eles são privados do amor de suas mães naturais, mas pela maternidade compartilhada, alguns retornam ao ceio de uma família, e a receber amor. Pulando os comentários extremistas em torno disso, quero que foquem nessas pessoas, que por muitas vezes abdicam de parte do seu sustento, de seu tempo, e das noites tranquilas, para cuidar de um serzinho gerado por outra pessoa. Isso não seria amor maternal? Incondicional, como já mencionado?

bebc3aa

Retirado de: Danilo Monte Murro Website (créditos da imagem não encontrados)

Pulemos para os avós, tios, irmãos, primos, amigos de família… Dependendo do laço formado, o amor é tão incondicional quanto o da própria mãe. O desespero é compartilhado quando é chegada a primeira noite da criança dormir fora de casa, o orgulho de ver a “moçinha” crescendo ao iniciar seu primeiro ciclo menstrual. É tudo compartilhado, a felicidade, as tristezas, e o amor também. Eu sei, e sempre soube, não tenho somente uma mãe, pois todos me viram crescer, e passaram por muita coisa junto comigo.

Um ponto não muito visto, é o amor entre colegas de trabalho. Quem é Junior em uma empresa, saberá do que estou falando. Tem sempre aquela pessoa que te auxilia, e cuida de ti como sua própria mãe; se preocupa com o horário do teu almoço, se está comendo direito, e se está com um agasalho suficientemente bom para sobreviver ao ar condicionado. Isso acontece, e vejo exemplos do tipo todos os dias no meu próprio ambiente empresarial.

E acontece a maternidade invertida também, o amor e cuidado do filho com os pais. Vou pegar meu próprio exemplo e compartilhar com vocês. Quando criança, minha mãe me fazia andar no canto mais interno da calçada, e ela ficava exposta no externo, próxima aos carros. É um detalhe? É, mas é um cuidado, prevenindo o pior. Hoje faço o oposto, quero protegê-la do mal, do pior, então fico próxima a guia. Ela fica brava, me pentelha o caminho todo, mas acaba deixando de lado e nos mantemos assim.

A maternidade é linda, é admirável, e também diversa. Qualquer pessoa pode ser uma pessoa materna, se preocupando e querendo o bem/crescimento da pessoa próxima. Somos todos uma grande família, principalmente quando deixamos a individualidade de lado, e passamos a pensar em todos como nossos bebês.

12191717_10207450342518984_5470877887559865017_n* Créditos da imagem de destaque: Flickr Andre Agostini

Ah, o amor!

O mundo evoluiu e, assim como ele, nós também. Ao mesmo pé, nos mantemos com comportamentos absurdos, e mesmo reconhecendo tal fato, não fazemos questão de mudar.

Os laços criados ao decorrer da vida são fortes, sinceros; ou ao menos deveriam ser. O amor, além de uma palavra, é um símbolo forte para quem o conhece. E para estes, torna-se difícil fazê-lo, senti-lo ou declará-lo, a outro. Como dito certa vez, o amor é puro e verdadeiro, e se não é, não é amor. O amor que se declara não deve despertar dúvida ou apreensão.

Recentemente ouvi alguns casos, e até mesmo vi por mim mesma, gestos de desamores, ou que nunca sequer foram amor, e presenciando tais gestos, me dei conta do quão valioso é o amor quando nós o encontramos. Ele nos conforta, até nos alimenta se preciso for, torna as dificuldades menores, e os obstáculos tornam-se nada frente aquele sentimento.

Para quem encontra esse amor, é libertador, pois demonstra o quão completo somos por nós mesmos, mas que por amar nos colocamos por metade, para então sermos completos com o outro alguém.

O amor sincero não muda, não quer mudar; ama do jeito que ama, do jeito que lhe foi amado. O amor sincero não deseja mal, apenas representa o bem que ambos fazem em si. Ah o amor, outrora tão renegado, e hoje tão desejado.

O amor diz: “espere, e me terá”. Diz ele: “eu vou ate você, se você se comportar”. Infelizmente, ou felizmente, o amor que podemos ter, não é nos dado para escolha, ele simplesmente é nosso, para todo o sempre, sem direito a troca. Ele é moldável, hora odeia, mas outrora, ama, e ama intensamente.

Desejo a todos os amores compreensão, e sabedoria para saberem reconhecer seus amores pelo mundo a fora, pois muitas vezes, o renegamos ao primeiro olhar.

Ame, ame e ame, ame sempre, pois apenas assim o seu amor chegará ate você.