Postagem coletiva – Abril/2017

“Meu maior ato de coragem”… Esse foi o tema sugerido para a postagem coletiva desse mês.

Não preciso mencionar a quantidade de coisas que brotaram na minha cabeça ao ouvir essa frase, até porque, imagino que na sua tenha surgido até mais situações que na minha. Sim, são muitos os atos de coragem que tomamos no decorrer na vida; alguns são bem evidentes, mas outros certamente passam despercebidos, e são esses que geralmente mais refletem em quem somos.

Sempre fui, e nisso entendam que há uma idade mínima a qual varia de pessoa para pessoa, do grupo de pessoas que não se interessa por ninguém, que por mais que o outro lado tente, não consegue gostar, quem dirá amar. E claro, sentia que era assim, mas não tinha um pingo de vontade de mudar, até que finalmente mudei.

Esse poema é parte do que escrevi para a pessoa na época, e significou muito pra mim. Nele não só escrevi todo esse ato de coragem juvenil que vivi, bem como também precisei de muita coragem para entregá-lo a pessoa. Mas hoje, bem com tudo isso, compartilho ele com vocês – em especial ao pessoal do Vai um Café? -, que são pessoas a quem tenho muito carinho, e com certeza fazem parte dessa caminhada de descobertas que tenho tilhado.

Como pode ser tão difícil?
Não é apenas confiar?
Poder aceitar alguém ao seu lado,
nem que seja por pouco tempo.
Difícil demais pra ela.

Teve medo.
Medo de cair, esbarrar.
Machucar qualquer parte que fosse.
Mais do que isso,
machucar por dentro.

Machucou.
Pena que não a ela.
Como consegue? Ouviu dizerem.
Ah, se soubesse como.
Como consegue desejar a distância? Ouviu dizerem.
Quem dera já soubesse.

Mas o que será isso?
Já começa a incomodar.
Enfim ele está próximo.
Mas quem é ele?

Há tanta verdade.
Tanto desejo de estar perto.
Já o vê brilhar.
Só existe a ele.
Mas não conhece suas palavras,
Talvez ele não exista.
Quem será ele?

Arriscar? Para que se perder?
Melhor se afastar,
correr antes que seja tarde.
Mas tarde já é.
Agora o tem.
O tem em desejo.
Mas quem sabe um dia mais que isso.

Pediu.
Ainda mais, implorou.
A angústia do não saber.
Onde estará você?

Já não o tem.
Resta apenas a mágoa.
Aquela do que nunca aconteceu.
Do que nunca lhe pertenceu.

Mas ele voltou,
para ela, pra perto.

Arriscar? Quem ainda liga?
Mas que isso, conseguir.
Estar com quem se precisa.
Não. Mais que isso.
Ai está ele. O precisar.

Acordou do sono eterno.
Consegue vê-lo.
Desejar algo que já tem.
Dessa vez o tem.
Não se sabe até quando.
Mas espera que por muito tempo.
Quem sabe todo o tempo.
Todo o tempo de confiança que consigam ter.
Afinal, nada menos que isso.
Confiar.
Por fim consegue, já pode amar.

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